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Promoção da Saúde
  • não publicado
  • Publicado: Sexta, 14 de Junho de 2013, 13h05
  • Última atualização: 17/09/13 16h37

Especialista orienta sobre diferença entre nódulo benigno e câncer de mama

Foto: Klaus Tiedge / Corbis

Mulheres que realizam o exame das mamas, seja apalpando durante o banho ou através de testes de imagem como a mamografia, podem notar o surgimento de nódulos e se assustarem com a associação ao câncer. Mas nem todo nódulo pode ser sinal da doença. Conhecer melhor o tipo e ficar de olho na saúde ajuda a encontrar o melhor tratamento e a prevenção de enfermidades mais graves.

Segundo o médico sanitarista e epidemiologista do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), Arn Migowski, as causas dos nódulos são diversas, pois o termo é genérico, podendo incluir alterações benignas assim como o câncer de mama. “Nódulo mamário é o termo técnico para o que a população geralmente chama de caroço no seio, e é usado antes da confirmação do diagnóstico. Eles podem corresponder a alterações benignas da mama ou câncer. As alterações benignas são as mais comuns, principalmente se considerarmos as mulheres mais jovens”, declara.

Os nódulos mamários podem aparecer em qualquer fase da vida. “O fibroadenoma, que é o tumor benigno mais frequente, é mais comum em mulheres jovens com idades entre 20 e 50 anos. Eles tendem a aumentar de volume quando a mulher engravida e a regredir na menopausa”, explica Arn. Já os nódulos que indicam um câncer são mais prevalentes em mulheres após os 50 anos. “Por isso, um nódulo mamário em uma mulher de 65 anos, por exemplo, é mais frequentemente diagnosticado com câncer de mama do que um nódulo mamário em uma mulher com 40 anos, mas isso não quer dizer que não existam casos de câncer de mama em mulheres jovens”, reforça.

Os cistos também podem confundir as mulheres na hora do exame. Segundo Arn, um nódulo pode ser um cisto, mas o cisto é apenas um dos diagnósticos possíveis para o nódulo mamário. Os cistos simples são alterações benignas, mas podem ou não indicar um câncer, por isso, todo cisto deve também ser investigado.

Mesmo que na maioria das vezes o nódulo seja benigno, ele continua sendo o principal sinal do câncer de mama. “As mulheres devem conhecer o aspecto normal de suas mamas e as variações que ocorrem normalmente com elas no ciclo menstrual e com o avançar da idade. Se perceberem algo fora do normal devem procurar um médico para avaliação. Devem estar particularmente alertas para nódulos endurecidos e pouco móveis”, alerta.

Embora seja mais comum em mulheres, os nódulos também podem surgir nos homens. “Cerca de um em cada cem casos de câncer de mama ocorre em homens. O principal sinal para eles é a presença de um caroço ou nódulo endurecido na região da aréola, a pele em torno dos mamilos, especialmente em apenas uma das mamas. Geralmente ocorre em homens com mais de 50 anos, sendo mais comum em torno de 65 a 67 anos.”

O tratamento dos nódulos é variado. Nos casos benignos, alguns podem regredir espontaneamente, outros, como no caso de alguns cistos, precisam ser aspirados. No câncer de mama, existem diversos protocolos de tratamento e que dependerão de diversos fatores como os relacionados às características do tumor e à presença ou não de câncer em outras áreas do corpo.

Para Arn, o consumo de bebidas alcoólicas pode potencializar o desenvolvimento do câncer de mama. “A obesidade, especialmente após a menopausa, também está associada ao aumento do risco. Estima-se que uma dieta equilibrada e a prática de atividade física regular poderiam evitar quase 30% dos casos de câncer de mama. Terapias de reposição hormonal devem ser feitas apenas se indicadas pelo médico, avaliando seus riscos e benefícios, e quando necessárias, pelo menor tempo possível”. A amamentação também reduz o risco de câncer de mama. Quanto mais tempo a mulher amamentar, maior será sua proteção contra a doença.

Fonte: Fabiana Conte / Comunicação Interna do Ministério da Saúde

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