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Promoção da Saúde
  • não publicado
  • Publicado: Segunda, 16 de Setembro de 2013, 09h55
  • Última atualização: 16/09/13 09h55

Hormônios causam alterações físicas e emocionais nas mulheres, diz especialista

Foto: © Darren Greenwood/Design Pics/CorbisAo longo da vida, fatores externos e internos tendem a influenciar diretamente nossa rotina. Essas alterações podem ser recebidas de formas diversas e provocar uma série de mudanças no dia-a-dia. Entre os fatores internos, os hormônios femininos são os principais responsáveis em equilibrar estas alterações. “São substâncias essenciais para manter a saúde feminina e, se estão em falta, podem prejudicar o sono, o humor, a menstruação e alterar o peso. O desequilíbrio hormonal pode sinalizar também a existência de alguma disfunção acarretando a perda da libido (energia sexual). Os ovários são responsáveis pela produção de estrogênio e progesterona”, explica o clínico geral e endocrinologista do Hospital dos Servidores do Estado (RJ), Sylvio Provenzano.

Segundo o médico, esses hormônios são responsáveis pela regularidade dos ciclos menstruais e qualquer alteração deve levar a um processo de investigação diagnóstica. “Quando existe uma irregularidade de estrogênio e progesterona, é preciso identificar qual a anormalidade hormonal envolvida nessa situação. Isso norteará a terapêutica de reposição que deverá ser feita. A falta desses hormônios pode acarretar a infertilidade e mudança dos caracteres sexuais secundários, como por exemplo, mudanças nas mamas e pelos pubianos, além de instabilidade dos ciclos menstruais”, alerta.

No homem, os hormônios são liberados de forma diferente. A distribuição é constante durante todo o mês. “Essa liberação de hormônios é diária e regular durante toda a vida e ciclos masculinos. Exceto em situações de estímulos, onde há uma maior necessidade da ação hormonal. Na rotina masculina, não há justificativa para alterações de humor ou inchaços, por exemplo. Essa instabilidade é uma característica feminina”, diz.

Por conta das alterações hormonais, as mulheres costumam passar por fases distintas, orgânicas e emocionais todos os meses – com características próprias e visíveis. “Essas mudanças podem deixar a mulher mais sensível ou estressada durante os períodos pré e pós-menstrual”, afirma Sylvio. Ele explica também que o ciclo hormonal interno feminino gera consideráveis mudanças, como sensação de inchaço, irritabilidade, sonolência e dores abdominais.

A famosa TPM – O desequilíbrio hormonal durante a fase reprodutiva é conhecido como Síndrome da Tensão Pré-Menstrual. “Esse é um quadro muito comum. Cerca de 40% das mulheres passam por alterações físicas e emocionais durante o ciclo menstrual. Essas mudanças acometem o sexo feminino desde a primeira menstruação até a menopausa. Apesar das alterações sintomáticas, a TPM não afeta órgãos específicos. Na realidade, ela pode causar possíveis interferências bioquímicas”, diz o endocrinologista.

Assim que a mulher entra na menopausa, as alterações e as características mudam. Os níveis de estrogênio diminuem significativamente. “A falta de estrogênio durante a menopausa leva a um ressecamento da pele e mucosas, perda da libido e dispareunia, que causa dor durante a relação sexual. Além de acelerar a perda da massa óssea, o que explica a incidência de osteoporose mais elevada nas mulheres nessa fase de suas vidas.” Sylvio afirma que, dependendo do quadro, a mulher precisa passar por um processo de reposição hormonal.

A reposição deve ser feita com prescrição médica. Sem o acompanhamento adequado, ela aumenta o risco de eventos tromboembólicos e de câncer da mama. “Toda reposição deve ser acompanhada por um médico especialista. Mulheres com histórico familiar de câncer de mama não devem fazer esse tratamento na menopausa. O uso de contraceptivos orais em mulheres fumantes é também contraindicado, já que aumenta consideravelmente o risco de infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral. Daí afirmarmos que as mulheres que desejam fazer uso desse tipo de método para evitar a gravidez, devem imediatamente abandonar o tabagismo”, finaliza.

Fonte: Érica Santos – Agência Saúde

 

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