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  • Publicado: Terça, 24 de Junho de 2014, 18h01
  • Última atualização: 24/06/14 19h32

Com Mais Médicos, Espírito Santo tem aumento de 48% no número de consultas agendadas

Em menos de um ano, o Programa Mais Médicos já impacta na assistência à população dos municípios capixabas. Levantamento feito pelo Ministério da Saúde nas cidades que participam do programa aponta significativo aumento no número de consultas agendadas nas unidades básicas de saúde. Em janeiro de 2014, foram contabilizados 41.577 atendimentos no estado, contra 28.090 no mesmo período do ano anterior, quando a população ainda não contava com o reforço dos profissionais do Mais Médicos.

Por meio do Programa, o estado do Espírito Santo ampliou em 400 o número de médicos atuando na atenção básica de 54 municípios. O Ministério da Saúde atendeu 100% da demanda por médicos apontada pelos municípios e superou a meta inicialmente estabelecida. Atualmente, o Mais Médicos garante assistência médica nas unidades básicas de saúde para cerca de 1,4 milhão de capixabas.

Os impactos do Programa na região foram apresentados pelo Secretário de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde do Ministério da Saúde, Heider Pinto, nesta terça-feira (24), em Vitória, durante o Seminário Mais Médicos para o Brasil, Mais Saúde para os Brasileiros. “Nosso principal resultado é o atendimento de 100% da demanda dos municípios. Com o Programa aumentamos a resolutividade da atenção básica garantindo a presença médico e investindo na estrutura das unidades básicas de saúde. Somente no estado do Espírito Santo tivemos um aumento de 48% nas consultas e diminuição de 36% no encaminhamento para os hospitais. Isso reflete a qualidade do atendimento que os médicos do Programa têm apresentado”, destacou o secretário.

O evento reuniu prefeitos e secretários de saúde dos municípios do Espírito Santo. Esse é um dos vários seminários que estão sendo realizados pelo governo federal em todo país para debater com gestores públicos os primeiros impactos do Mais Médicos na assistência da população que vive nas cidades beneficiadas pela iniciativa. Levantamento feito pelo Ministério da Saúde em mais de dois mil municípios que contam com pelo menos um médico do Programa servem de base para essa discussão. São dados dos sistemas de acompanhamento da atenção básica (Siab e eSUS), alimentados pelas secretarias de saúde de todo o país.

Mais assistência – Além de aumentar o número de consultas agendadas no Espírito Santo, o Mais Médicos também promoveu o aumento de 27,9% nas consultas de cuidado continuado, passando de 15.822 para 20.230, nos atendimentos a usuários de drogas em 46% – passou de 87 consultas em janeiro de 2013 para 127 em janeiro - e nos atendimentos em saúde mental em 6,3% (de 2.815 para 2.992).

Também foi registrada redução de 36,2% na quantidade de encaminhamentos para hospitais, que passou de 232 encaminhamentos em janeiro de 2013 para apenas 148 em janeiro deste ano.

Em todo o país, o número geral de consultas realizadas na atenção básica cresceu quase 35% no mesmo período – foram 5.972.908 em janeiro de 2014 contra 4.428.112 em janeiro de 2013. Entre esses atendimentos, teve destaque o de pessoas com diabetes, que aumentou cerca de 45% - passou de 587.535, em janeiro de 2013, para 849.751 em janeiro de 2014. Os atendimentos de pacientes com hipertensão arterial aumentaram em 5% no mesmo período, e as consultas de pré-natal, em 11%. O encaminhamento a hospitais diminuiu em 20%, passando de 20.170 para 15.969.

O governo federal já superou a meta de levar médicos para os municípios de todo o país que aderiram ao Programa Mais Médicos. Atualmente mais de 14 mil profissionais atuam em cerca de 4 mil cidades. A maioria (75%) dos médicos está em regiões de grande vulnerabilidade social, como o semiárido nordestino, periferia de grandes centros, municípios com IDHM baixo ou muito baixo e regiões com população quilombola, entre outros critérios de vulnerabilidade.

Mais Médicos – Lançado em julho de 2013 pela presidenta Dilma Rousseff, o Programa Mais Médicos faz parte de um amplo pacto de melhoria do atendimento aos usuários do SUS, com o objetivo de aperfeiçoar a formação de médicos na Atenção Básica, ampliar o número de médicos nas regiões carentes do país e acelerar os investimentos em infraestrutura nos hospitais e unidades de saúde.

Os profissionais do programa cursam especialização em atenção básica, com acompanhamento de tutores e supervisores. Para participar da iniciativa, eles recebem bolsa formação de R$ 10,4 mil por mês e ajuda de custo pagos pelo Ministério da Saúde. Em contrapartida, os municípios ficam responsáveis por garantir alimentação e moradia aos participantes.

Além da ampliação imediata da assistência em atenção básica, o Mais Médicos prevê ações estruturantes voltadas à expansão e descentralização da formação médica no Brasil. Até 2018, serão criadas 11,4 mil novas vagas de graduação em medicina e mais de 12 mil novas vagas de residência médica.


Fonte: Agência Saúde

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