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  • publicado
  • Publicado: Quinta, 29 de Setembro de 2016, 10h00
  • Última atualização: 28/09/16 19h03

Espaço terapêutico reproduz apartamento para pacientes após cirurgia

Laboratório de Atividade da Vida Diária (AVD) do INTO adapta tarefas simples do dia-a-dia para dar autonomia ao paciente

IMG 5370Para capacitar os pacientes que foram submetidos a cirurgias e reinseri-los ao convívio em sociedade, a Unidade de Reabilitação do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into), no Rio de Janeiro, montou o laboratório de Atividade da Vida Diária (AVD), um espaço terapêutico elaborado como um apartamento funcional, para atender casos de pacientes que passaram a conviver com maiores limitações funcionais, como amputações, paralisia e deformidades.

O espaço terapêutico reproduz um apartamento mobiliado com cozinha, banheiro e quarto, totalmente funcional, onde o paciente realiza uma rotina de exercícios criados com base nas atividades cotidianas, que o paciente encontrará em sua nova realidade pós-cirúrgica, como cozinhar, vestir-se e arrumar a casa.

“Consegui aprender de novo a fazer e servir meu cafezinho”, comemora o ex-eletricista Marcio Miranda, 40 anos, paratleta escolhido para conduzir a tocha na orla de Copacabana e que participou da corrida de 5 mil metros na Paralimpíada Rio 2016. Há cinco anos, ele perdeu os dois braços depois de um acidente de trabalho, em que sofreu descarga elétrica. Em reabilitação há três anos no Into, este ano conseguiu finalmente pegar de novo a filha de seis anos, Vitória, no colo. Como precisa melhorar a precisão dos movimentos com a prótese, foi um dos primeiros a testar o apartamento funcional.

Em reabilitação no Into desde 2015, após um acidente de moto que o deixou sem o movimento do braço esquerdo, o rasteleiro Marcio da Silva Rocha (39) diz ter percebido a diferença na evolução no seu tratamento, após iniciar suas atividades no apartamento funcional. “Minha melhora tem sido progressiva. Já fiz terapia antes, o que me ajudou a reforçar a musculatura, mas esse trabalho no apartamento tem me auxiliado na retomada de minhas rotinas em casa”, conta Marcio.

Soluções simples, desenvolvidas por terapeutas ocupacionais, apresentam aos pacientes um novo universo de possibilidades, antes fora de seu alcance. Com criatividade, utensílios usados em tarefas caseiras recebem adaptações simples, que ajudam a garantir autonomia e autoconfiança ao paciente em recuperação.

IMG 5378A terapeuta ocupacional do Into, Martha Menezes Lucas, explica que o ritmo do tratamento respeita as necessidades e objetivos de cada paciente. “À medida que surgem novas dificuldades, outras adaptações são criadas com sugestões dos próprios pacientes. Trabalhamos com casos de limitações definitivas (amputações e perda dos movimentos) e muitos não têm quem os ajudem nas tarefas de casa. Definimos as atividades baseados na realidade que o paciente está inserido”, explica Martha.

Para Eliane Machado Araújo, chefe do Centro de Amputados do INTO, um aspecto importante do espaço terapêutico é manter os pacientes recém-operados se exercitando. “Alguns recém-operados podem ficar até seis meses em recuperação. Durante esse período, exercitamos os músculos em sessões que variam de 30 a 40 minutos. Gradativamente a musculatura vai sendo reativada, enquanto o paciente vai retomando sua independência”.

Eliane conta que quanto mais independente o paciente se torna, maior é o interesse que demonstra em ampliar suas atividades no especo terapêutico. “Para quem depende de outra pessoa, ações simples como amarrar os sapatos representam um avanço significativo em direção à reinserção plena no convívio em sociedade”.

ESTRUTURA DE REABILITAÇÃO – O Into dispõe de um centro de reabilitação de pacientes com serviços específicos para a parte do corpo afetada por doenças, como tumores ou artroses; ou, então, acidentes, como no trânsito ou decorrentes de quedas. Há inclusive uma piscina para que consigam retomar seus movimentos. Crianças também começam a utilizar o apartamento funcional, inclusive para aprender a tomar banho sozinhas e utilizar seus brinquedos.

O apartamento funcional do Into é utilizado por pacientes encaminhados para reabilitação, normalmente todos aqueles submetidos a cirurgias na unidade, e é um serviço totalmente gratuito. O encaminhamento para o Instituto ocorre via unidades básicas de saúde (postos de saúde). Depois de encaminhados, os pacientes realizam consultas e, caso necessário, entram na fila de cirurgia. Todos os dias, ocorrem mil consultas médicas, em média, no Into. Ao todo, 10 mil cirurgias de média e alta complexidade são realizadas por ano na unidade, referência do Sistema Único de Saúde (SUS) nesse tipo de atendimento e que recebe pessoas de todo o país.

Adriano Schimit, para o Blog da Saúde

 

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