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  • publicado
  • Publicado: Quarta, 03 de Maio de 2017, 10h00
  • Última atualização: 02/05/17 17h23

Hospital em Dourados constata benefícios após ampliar horários de visita

045b432d-c35e-44c2-be8e-f4516f759f83Há cerca de um ano, o Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD) implantou, na Unidade de Atenção Psicossocial (Uaps) e na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Adulto, a visita ampliada, que é uma proposta da Política Nacional de Humanização (PNH), garantindo mais tempo de contato e convivência dos familiares com o paciente internado. Agora, frente aos bons resultados alcançados, a proposta é estender o sistema de visita ampliada a outros setores, como a Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica.

No caso da Uaps, a visita ampliada tem o objetivo de garantir o elo entre o paciente, seu grupo familiar e social, e também os diversos serviços da rede de saúde, mantendo latente o projeto de vida do paciente e beneficiando diversos aspectos do próprio tratamento. Antes, as visitas se restringiam a apenas duas horas por dia, uma no período da manhã, outra à tarde. Agora, os pacientes podem receber visitas entre 8 e 18h.  

“Do ponto de vista fisiológico, a visita e o acompanhante estimulam a produção hormonal no paciente, diminuindo o seu estado de alerta e a ansiedade frente ao desconhecido, trazendo mais serenidade, confiança e, em consequência, uma resposta mais positiva aos tratamentos”, comenta Naara Aragão, assistente social do HU, que é filiado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

A Uaps tem, atualmente, seis leitos, destinados à internação de pacientes em surto psiquiátrico, sendo a única referência para os municípios da macrorregião de Dourados. A Unidade conta, ainda, com uma equipe multiprofissional formada por psicólogo, terapeuta ocupacional, assistente social, enfermeiro, dois técnicos de Enfermagem e três psiquiatras.

Já na UTI Adulto, são 14 leitos, ocupados, majoritariamente, por pacientes com doenças crônico-degenerativas, que, portanto, têm internações prolongadas. Enfermagem, Medicina, Fisioterapia, Psicologia, Nutrição, Odontologia e Farmácia integram o cuidado multiprofissional oferecido aos pacientes, contribuindo para que, cada vez mais, os familiares estejam presentes na rotina de cuidados da UTI.

Nesse setor, a visita ampliada é ofertada para pacientes conscientes, incapacitados de forma permanente ou temporária. Os acompanhantes chegam às 9 horas, permanecem até as 12h, retornam às 14h30 e permanecem até às 20 horas, conforme a disponibilidade dos familiares. Sem a visita ampliada, o contato da família ficava restrito ao horário de visitas, com meia hora por período, totalizando apenas uma hora por dia.

Entre os benefícios constatados, está o fato de os familiares terem maior potencial para controle emocional e controle do Delirium, doença muito comum em pacientes com longa permanência em UTI, o que sempre foi um grande desafio para a equipe multiprofissional.

“O paciente internado na UTI, de maneira geral, sente muito medo e insegurança, além de ter uma fantasia de abandono, e a presença do familiar auxilia no controle da expressão destes sentimentos, trazendo maior conforto e segurança para o paciente.  Anteriormente, o tratamento do Delirium era centrado no medicamento, não considerando o contexto psicossocial do paciente. Ademais, a orientação espaço-temporal do paciente acompanhado pela família fica menos comprometida”, explica a psicóloga da UTI Adulto, Francyelle Marques de Lima.

Outra proposta é a visita aberta e a permanência de acompanhante também na UTI Pediátrica.A permanência de acompanhante em tempo integral, já é rotina na Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) e na Pediatria, onde as crianças internadas podem ficar permanentemente acompanhadas, preferencialmente pela mãe. De acordo com o projeto que está sendo avaliado, crianças internadas na UTI Pediátrica também poderão ficar acompanhadas durante praticamente o dia todo.

“As crianças que apresentarem condição ou necessidade poderão ter o acompanhante – preferencialmente mãe ou pai – no período das 10 da manhã às oito da noite. A proposta está na fase de apresentação e avaliação, e, em seguida, haverá a fase de treinamento das equipes, que serão preparadas para acolher e relacionar-se com os familiares das crianças”, explica Cristiane de Sá Dan, enfermeira setorial da Linha Infantil.

Fonte: Ebserh, com informações do HU-UFGD

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