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  • publicado
  • Publicado: Terça, 28 de Novembro de 2017, 08h00
  • Última atualização: 29/11/17 14h52

INCA inaugura Centro de Diagnóstico de Câncer de Próstata

 No Dia Nacional de Combate ao Câncer, Instituto torna-se pioneiro na rede pública do RJ a realizar biópsia da próstata com anestesia

ministro incaO INCA passa a diagnosticar o câncer de próstata nas dependências do Hospital do Câncer II (HC II), no Santo Cristo, Rio de Janeiro, com a abertura do Centro de Diagnóstico do Câncer de Próstata, nesta segunda-feira, Dia Nacional de Combate ao câncer. O espaço, totalmente novo, tem capacidade para realizar até 15 biópsias por dia (3.600 por ano), com anestesista e assistência de equipe multidisciplinar. A inauguração contou com a presença de várias autoridades, entre elas, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, e pôde ser assistida pelo canal do INCA no Youtube.

O Centro conta com aparelho de ultrassom capaz de realizar a biópsia da próstata com fusão de imagens de ressonância magnética. A técnica permite identificar lesões de pequenas dimensões, invisíveis pelo método convencional. O paciente realizará o procedimento sem dor e num curto espaço de tempo. O Instituto é a primeira unidade do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado do Rio de Janeiro a oferecer o procedimento.

“Nós identificamos um gargalo no diagnóstico do câncer de próstata no Rio, ocasionado pela dificuldade ao acesso da biópsia. Vamos ‘zerar’ o tempo de espera pela biópsia, o que reduzirá o número de casos de pacientes que iniciam o tratamento com tumores em estágio avançado," afirma Franz Campos, chefe da Seção de Urologia e coordenador do Centro de Diagnóstico do Câncer de Próstata do INCA.

Ele lembrou ainda que o câncer de próstata é o segundo que mais mata no País [depois do câncer de pulmão]. A cada 38 minutos morre um homem com câncer de próstata no Brasil, 14 mil ao ano. Uma das principais razões para isso, disse Franz Campos, é a “ausência de biópsia na rede pública". O diagnóstico precoce reduz o número de pacientes com metástase, cujo tratamento custa sete vezes mais. Atualmente, cerca de 25% dos casos apresentam metástase já no diagnóstico. A inauguração do centro também marca uma novidade nos procedimentos de prevenção: vigilância ativa em pacientes que não têm indicação para tratamento imediato.

Para o secretário de Estado de Saúde, Luiz Antônio de Souza Teixeira Júnior, ao garantir acesso ao tratamento, o INCA produz uma “iniciativa que, com certeza, vai salvar muitas vidas em nosso estado". O secretário municipal de Saúde, Marco Antônio de Mattos, informou que, segundo os técnicos municipais, um centro com o agora instalado no INCA era uma necessidade de anos. Como o Centro, orçado em R$ 2,8 milhões, é uma ação tripartite (recurso da União [50%], estado [25%] e município [25%] do Rio de Janeiro) o objetivo é a integração da assistência em rede.

Nessa direção, o ministro Ricardo Barros disse que este momento é o da “tomada do governo sobre a gestão [dos recursos] da saúde". A prioridade do MS é a implantação de novos serviços, como o da biópsia de câncer de próstata. Como a gestão dos recursos pelo Ministério, e não por cada unidade de saúde de maneira individualizada, o MS pretende aumentar a produtividade em 20% sem elevar custos.

Franz Campos mostrou por que a construção do Centro de Diagnóstico é um avanço na gestão em saúde

A fim de reduzir os índices de mortalidade pela doença, o secretário de Atenção à Saúde, Francisco de Assis Figueiredo, informou que em seis anos foram ampliados em 47% os recursos para tratamentos oncológicos. Ele também disse que haverá uma ampliação de serviços de radioterapia no Brasil e prometeu que serão entregues 100 novos aceleradores lineares (dispositivo que emite radiação utilizadas em diversos tratamentos no serviço de radioterapia). “Vamos levar os equipamentos aos vazios assistenciais", garantiu.

O INCA e o MS promovem ações de prevenção, incluindo campanha sobre saúde do homem, que inclui uma cartilha sobre câncer de próstata, récem-publicada pelo Instituto.

Campanha

Além da inauguração do Centro de Diagnóstico do Câncer de Próstata, o INCA e o Ministério da Saúde lançaram a campanha publicitária “O Câncer Não Pode Acabar com a Vontade de Viver", que procura derrubar o ainda forte estigma social da doença. O objetivo é mostrar como o câncer, com a evolução dos métodos de diagnóstico e de tratamento, não é mais sinônimo de morte. Também é reforçada a ideia de que ter câncer não é motivo de vergonha, isolamento ou sentimento de derrota e que o carinho dos amigos e o cuidado dos familiares estimulam o paciente a se sentir seguro, a ter coragem para enfrentar o tratamento e a ter vontade de continuar a viver. As peças pretendem ainda chamar atenção da sociedade para a necessidade de reinclusão social e humanização da pessoa com câncer.

“Mesmo com o avanço dos tratamentos, o câncer ainda atemoriza as pessoas. Muitas vezes, os familiares e amigos não sabem lidar com o diagnóstico e se afastam. Essa falta de apoio acaba prejudicando ainda mais o paciente que já está fragilizado pela doença. Mas muitas pessoas conseguem sobreviver ao câncer e é essencial mostrar para a sociedade a importância de apoiar o paciente e ajudá-lo a enfrentar o tratamento e o medo, livre de estigmas," ressaltou a diretora-geral do INCA, Ana Cristina Pinho.

Ela explicou que, no controle do câncer, “a comunicação é uma ação extremamente importante, estratégica, eu diria". Por isso, a relevância de uma campanha que pretende abordar o tema câncer de um jeito mais humano. “Este evento é um pedido à sociedade para falar mais abertamente sobre o câncer.

Também estiveram presentes no evento o deputado federal Simão Sessim, e coordenador de Assistência do INCA, Gélcio Mendes.

Fonte: Inca

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