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  • publicado
  • Publicado: Terça, 18 de Junho de 2019, 19h48
  • Última atualização: 19/06/19 11h21

Tratamento para Doença Falciforme está disponível no SUS

Hereditária, a Doença Falciforme é resultado de uma alteração genética que altera a estrutura das hemácias e dificulta a circulação de oxigênio nos tecidos

19 junho diadoençafalciforme-CARDNo Dia Mundial de Conscientização da Doença Falciforme, 19 de junho, o Ministério da Saúde lembra que o Sistema Único de Saúde oferta gratuitamente opções para diagnóstico, tratamento e até transplante de medula.

A Doença Falciforme é a hereditária mais prevalentes no Brasil. Estima-se que de 60 a 100.000 pessoas vivam com a doença, sobretudo nas regiões que receberam maciços contingentes de africanos.

É caracterizada por uma alteração nos glóbulos vermelhos do sangue, as hemácias. Em período de crise, a hemácia muda o seu formato (de arredondada passa para o formato de foice), dificultando a passagem de oxigênio. Isso pode causar obstrução de vasos e má circulação do sangue (micro infartos) em diversos órgãos, que desencadeiam crises de dores e comprometimentos progressivos de diversos órgãos.

As principais complicações incluem: anemia, crises de dor, icterícia (olhos amarelos), infecções, febre, síndrome mão-pé, síndrome torácica aguda, crise de sequestração esplênica, acidente vascular cerebral, priapismo, crise aplásica, ulcerações e osteonecrose.

Os sintomas podem ocorrer já no primeiro ano de vida e, caso não recebam o tratamento adequado, apenas 20% das crianças com a doença atingem os cinco anos de idade. 

Veja também - Transplante de medula muda vida de pessoa com doença falciforme

Mas as sequelas podem ser minimizadas, se o tratamento for rapidamente iniciado. Daí a importância do diagnóstico precoce, que é feito na triagem neonatal (Teste do Pezinho), realizada preferencialmente entre o 3º e o 5º dias de vida. No Sistema Único de Saúde (SUS), o teste é feito gratuitamente nas Unidades de Saúde da Família.

A Doença Falciforme pode se manifestar de forma diferente em cada indivíduo. Uns tem apenas alguns sintomas leves, outros apresentam sinais e sintomas de maior gravidade, com redução da capacidade de trabalho e da expectativa de vida, necessitando de identificação e tratamento precoce. 

Por isso, além do diagnóstico, o SUS disponibiliza tratamento e até Transplante de Medula Óssea (TMO). Todos os estados brasileiros possuem pelo menos um centro especializado para atender a pessoa com Doença Falciforme, que deve ser identificada em um programa de atenção integral.

Dentre os medicamentos que podem ser acessados gratuitamente nas unidades de saúde estão: ácido fólico, analgésicos, anti-inflamatórios, quelantes de ferro, imunobiológicos especiais e de antibioticoterapia. Também está disponível o exame preventivo de Doppler Transcraniano que identifica o risco de AVC em pessoas com DF, de 2 a 16 anos.

Luiza Tiné, para o Blog da Saúde

Tratamento para Doença Falciforme está disponível no SUS

Hereditária, a Doença Falciforme é resultado de uma alteração genética que altera a estrutura das hemácias e dificulta a circulação de oxigênio nos tecidos

 

No Dia Mundial de Conscientização da Doença Falciforme, 19 de julho, o Ministério da Saúde lembra que o Sistema Único de Saúde oferta gratuitamente opções para diagnóstico, tratamento e até transplante de medula.

 

A Doença Falciforme é a hereditária mais prevalentes no Brasil. Estima-se que de 60 a 100.000 pessoas vivam com a doença, sobretudo nas regiões que receberam maciços contingentes de africanos.

 

É caracterizada por uma alteração nos glóbulos vermelhos do sangue, as hemácias. Em período de crise, a hemácia muda o seu formato (de arredondada passa para o formato de foice), dificultando a passagem de oxigênio. Isso pode causar obstrução de vasos e má circulação do sangue (micro infartos) em diversos órgãos, que desencadeiam crises de dores e comprometimentos progressivos de diversos órgãos.

 

As principais complicações incluem: anemia, crises de dor, icterícia (olhos amarelos), infecções, febre, síndrome mão-pé, síndrome torácica aguda, crise de sequestração esplênica, acidente vascular cerebral, priapismo, crise aplásica, ulcerações e osteonecrose.

 

Os sintomas podem ocorrer já no primeiro ano de vida e, caso não recebam o tratamento adequado, apenas 20% das crianças com a doença atingem os cinco anos de idade.

 

Mas as sequelas podem ser minimizadas, se o tratamento for rapidamente iniciado. Daí a importância do diagnóstico precoce, que é feito na triagem neonatal (Teste do Pezinho), realizada preferencialmente entre o 3º e o 5º dias de vida. No Sistema Único de Saúde (SUS), o teste é feito gratuitamente nas Unidades de Saúde da Família.

 

A Doença Falciforme pode se manifestar de forma diferente em cada indivíduo. Uns tem apenas alguns sintomas leves, outros apresentam sinais e sintomas de maior gravidade, com redução da capacidade de trabalho e da expectativa de vida, necessitando de identificação e tratamento precoce. 

 

Por isso, além do diagnóstico, o SUS disponibiliza tratamento e até Transplante de Medula Óssea (TMO). Todos os estados brasileiros possuem pelo menos um centro especializado para atender a pessoa com Doença Falciforme, que deve ser identificada em um programa de atenção integral.

 

Dentre os medicamentos que podem ser acessados gratuitamente nas unidades de saúde estão: ácido fólico, analgésicos, anti-inflamatórios, quelantes de ferro, imunobiológicos  especiais e de antibioticoterapia. Também está disponível o exame preventivo de Doppler Transcraniano que identifica o risco de AVC em pessoas com DF, de 2 a 16 anos.

 

Luiza Tiné, para o Blog da Saúde

 

 

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