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  • publicado
  • Publicado: Quarta, 06 de Maio de 2015, 07h48
  • Última atualização: 05/05/15 11h01

Saiba quem deve tomar a vacina da gripe

O período do inverno e as temperaturas mais baixas geralmente estão associados a doenças respiratórias, principalmente à gripe. Para evitar o contágio da população e diminuir os agravos em relação à doença, o Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), distribui gratuitamente a vacina da gripe para grupos prioritários.

Fazem parte do público-alvo determinado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 2015: crianças de seis meses a menores de cinco anos; pessoas com 60 anos ou mais; trabalhadores da saúde (tanto da rede pública como particular); povos indígenas; gestantes; puérperas (mulheres até 45 dias após o parto); população privada de liberdade; funcionários do sistema prisional e portadores de doenças crônicas não transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais (respiratórias, cardíacas, renais, hepáticas, neurológicas, diabéticos, obesos, imunossuprimidos e transplantados).

A definição dos grupos prioritários tem como objetivo evitar o agravamento de doenças respiratórias. “Nossa meta é reduzir a mortalidade, as complicações e as internações decorrentes das infecções pelo vírus da influenza na população alvo da campanha de vacinação. Este ano não há inclusão de nenhum outro grupo, e estamos mantendo os grupos que foram vacinados no ano passado”, esclarece a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues.

 

Para Fátima Carvalho, 61 anos, a vacinação da gripe evita internações que eram recorrentes por agravos da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). “Para mim a vacina é vital. Depois do início da campanha anual nunca mais hospitalizei por causa de gripe. Costumava pegar uma gripe forte pelo menos duas vezes ao ano e terminava sempre hospitalizada por ter se agravado em forma de pneumonia”, relata.

A Campanha de Vacinação contra a Gripe disponibilizará 54 milhões de doses para a imunização de 49,7 milhões de brasileiros que fazem parte do grupo prioritário. A meta é garantir a vacinação de 80% do público-alvo, 39,7 milhões de pessoas.

A advogada Dayanne Teixeira, 28 anos, teve o primeiro filho há poucos meses e também reconhece a importância da vacina neste período tão delicado da vida da mulher. “Considero que a vacinação tanto na gravidez como no período pós-parto é fundamental. Na gravidez o corpo muda muito e ficar gripada nesta fase é muito complicado. A respiração e o fôlego já não são os mesmos e até as medicações para ajudar com os sintomas da gripe são mais restritas. No pós-parto então, não consigo nem imaginar ficar gripada. No meu caso que tive cesárea, a dificuldade de tossir e espirrar com os pontos da cirurgia deve ser enorme. Vacinei tanto na gravidez quanto no pós-parto e acho muito importante”, conta.

Carla Domingues ainda ressalta a imunização de grávidas e puérperas é importante para a proteção indireta do bebê. “Além de ser um grupo com um risco elevado de complicações e vir a óbito ao se vacinar a gestante passa por meio da imunidade passiva a proteger o bebê. É realmente uma dupla proteção”.

A médica Raquel Barros, 29 anos, também faz uso da vacina influenza e vê melhora na qualidade de vida em decorrência da imunização. “Eu tomo a vacina desde a época da faculdade. Quando comecei a ter mais contato com o paciente. Como médica observo que não gripo mais, e se acontece pego uma gripe bem mais leve. Acho a vacinação um grande ganho para profissionais de saúde. Vejo ótimos resultados para meus pacientes também. Diminui bastante a circulação do vírus e a morbidade em decorrência da doença”.

A imunização acontece em todas as salas de vacinação do país até 22 de maio. Também está prevista a realização de um Dia D, no dia 09 de maio, para a mobilização nacional, em parceria com estados e municípios.

A vacina da gripe é apenas contraindicada para pessoas com história de reação anafilática prévia em doses anteriores ou para pessoas que tenham alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados. Nestes casos, é importante procurar o serviço de saúde para mais orientações.

Fonte: Gabriela Rocha/ Blog da Saúde

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