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  • publicado
  • Publicado: Quarta, 17 de Abril de 2019, 17h46
  • Última atualização: 17/04/19 19h22

Wolbachia ajuda a reduzir a transmissão de dengue, chikungunya e Zika

wolbachia-internaVocê sabe o que é Wolbachia? Esse nome bem esquisito é de um gênero de bactéria encontrada naturalmente na natureza e presente em 60% dos insetos do mundo, incluindo os mosquitos. Ela vive dentro das células dos chamados artrópodes, animais de patas articuladas e que possuem esqueleto externo (exoesqueleto). Entre as 800 mil espécies, estão mosquitos, besouros, borboletas, aranhas, camarão, centopeia. A Wolbachia é transferida pela mãe para todos os seus descendentes.

Mas como essa bactéria pode ajudar no combate as doenças coma dengue, chikungunya e Zika? Antes de responder essa pergunta, é preciso entender que o mosquito Aedes aegypti, que transmite doenças como a dengue, chikungunya e Zika, não nasce com a Wolbachia. Mas, ao ser infectado, e após cruzarem com outros mosquitos, passam a ter essa bactéria. Pesquisadores da Fiocruz descobriram ainda que esses mosquitos infectados reduzem bastante a capacidade de transmitir essas doenças.

A efetividade da ação foi testada em 2015 no Brasil, em um bairro de Niterói (RJ), como primeira etapa da pesquisa World Mosquito Program Brasil (WMPBrasil), realizada pela Fiocruz em parceria com o Ministério da Saúde. “Criamos os mosquitos em um insetário com a Wolbachia. Após 16 semanas consecutivas, eles foram soltos na natureza e cruzaram com outros mosquitos, passando a bactéria. Temos hoje maios de 90% da população de mosquitos com essa bactéria e com redução da capacidade de transmitir a doença”, explica o pesquisador da Fiocruz, Luciano Moreira.

Essa metodologia é totalmente inovadora. “Não agride a natureza e é autossustentável. Temos áreas de três anos no Brasil e, cerca de 8 anos na Austrália, que foi feito esse processo e os mosquitos continuam com a bactéria”, comemora o pesquisador.

Mas é preciso ficar claro: essa é mais uma ação de prevenção a doenças como dengue, chikungunya e Zika. “A população tem que apoiar, mas não é para mudarmos o que vem sendo feito. As pessoas têm que fazer seu dever de casa, diminuir os criadouros. Queremos sempre menos mosquitos e, os que sobrarem, com Wolbachia”, alerta.

A melhor forma de se evitar a dengue é combater os focos de Aedes aegypti, evitando acúmulo de água, ambiente propícios para a criação do mosquito transmissor dessas doenças.

Confira ações simples que podem te ajudar a prevenir a dengue:

1) Mantenha bem tampado tonéis, caixas e barris de água;
2) Lave semanalmente com água e sabão tanques utilizados para armazenar água;
3) Remova galhos e folhas de calhas;
4) Não deixe água acumulada sobre a laje;
5) Encha os pratinhos de vasos com areia até a borda ou lave-os uma vez por semana;
6) Troque a água dos vasos e plantas aquáticas uma vez por semana;
7) Coloque lixos em sacos plásticos em lixeiras fechadas;
8) Feche bem os sacos de lixo e não deixe ao alcance de animais;
9) Mantenha garrafas de vidro e latinhas de boca para baixo;
10) Faça sempre manutenção de piscinas;
11) Limpe sempre a bandeja do ar condicionado;
12) Lonas para cobrir materiais de construção devem estar sempre bem esticadas para não acumular água;
13) Não deixe sacos plásticos e lixo do quintal.

 

Paula Rosa, para o Blog da Saúde

 

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