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  • publicado
  • Publicado: Quinta, 25 de Abril de 2019, 15h06
  • Última atualização: 25/04/19 16h08

Mosquito é o transmissor da malária

Doença é mais prevalente na Região Amazônica por causa do clima tropical

malaria-capaO Dia Mundial da Luta contra a Malária, uma doença perigosa e que mata, reforça a responsabilidade de todos nós em prevenir a doença. E como isso é possível? Diminuindo a população do vetor da malária: um mosquito chamado Anopheles.

A doença não é contagiosa, ou seja, uma pessoa doente não é capaz de transmitir a malária diretamente para outra pessoa. Ela é causada por protozoários transmitidos pela fêmea infectada do Anopheles. Por isso, a principal forma de transmissão é a picada desse mosquito.

Mais prevalente nos países de clima tropical e subtropical, aqui no Brasil, 99% dos casos da malária ocorrem na Região Amazônica, nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Mas existem casos registrados em outras partes do país, como informa o médico infectologista, do Hospital Universitário Alcides Carneiro (Huac-UFCG), filiado à Rede Ebserh, Jaime Araújo.

“Tivemos três casos confirmados no município do Conde, na Paraíba e são casos autóctones, ou seja, que é natural da região, não foi de indivíduos que viajaram para a Região Amazônica e chegaram com a doença. Eles foram infectados no município”, alerta Araújo.

Conheça os sintomas

Os principais sintomas da malária são febre, dor de cabeça, dor no corpo, náuseas, calafrio e sudorese. O coordenador geral substituto do Programa Nacional de Controle da Malária do Ministério da Saúde, Cássio Roberto Leonel, informa qual o quadro inicial da doença.

“Começa com um mal-estar geral no corpo, dor de cabeça febre. Isso faz com que a pessoa muitas vezes fique impossibilitada de exercer as atividades diárias, como trabalhar ir à escola, e isso faz com que a gente tenha uma perda muito grande, não só na saúde da pessoa, mas de toda a família”, explica o coordenador.

Ao sentir qualquer um desses sintomas ou mais de um ao mesmo tempo, a pessoa deve procurar uma Unidade de Saúde e fazer o exame de malária.

Diagnóstico é rápido

A gota espessa é o método diagnóstico da malária considerado padrão-ouro. Ela é feita a partir da coleta de uma gota de sangue do dedo da pessoa, colocada em uma lâmina, que será analisada no microscópio. No mesmo dia já é identificado qual espécie de plasmódio está infectando a pessoa e atribuído o tratamento adequado.

Tratamento deve ser até 48h do diagnóstico

No geral, após a confirmação da malária, o paciente recebe o tratamento em regime ambulatorial, com comprimidos que são fornecidos gratuitamente em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Somente os casos graves deverão ser hospitalizados de imediato.

O Ministério da Saúde recomenda que o diagnóstico e o início do tratamento sejam feitos em até 48 horas do aparecimento dos sintomas, para que não se agrave o quadro de saúde do doente e que o ciclo de transmissão possa ser interrompido.

“A malária é uma doença que mesmo que ela esteja controlada, não podemos descuidar, porque o primeiro atraso do tratamento ou do diagnóstico, aumenta o número de casos”, orienta Cássio Roberto Leonel.

Proteção para prevenção

As medidas de proteção individual são fundamentais para evitar a picada do mosquito, como o uso de camisa com manga longa e de calça comprida nos horários de maior atividade do mosquito e usar repelente. Além disso, utilizar mosquiteiros que ficam em cima da cama ou da rede. Outra ação é a borrifação de inseticidas nas paredes das casas.

Programa Nacional de Controle da Malária

O Ministério da Saúde tem um Programa contínuo e permanente para combater e controlar a doença no país que já vem dando resultados. Mais da metade dos 801 municípios da região amazônica não tem mais transmissão da malária.

“Isso já é resultado das medidas do PNCM, que trabalha para reduzir a incidência e gravidade da malária e, consequentemente, o número de internações e óbitos. Mas é muito importante que a gente continue com as ações de vigilância para que ela não retorne”, alerta Leonel.

Luíza Tiné, para Blog da Saúde 

 

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