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Promoção da Saúde
  • publicado
  • Publicado: Quarta, 23 de Outubro de 2019, 12h11
  • Última atualização: 23/10/19 12h14

Trabalhos do prêmio Atenção Primária à Saúde

equipePara fazer frente aos desafios impostos pela atenção primária à saúde é fundamental estimularmos espaços de construção de conhecimento e aprendizado a partir das experiências dos gestores, trabalhadores e usuários da Atenção Primária do Brasil.

Esta iniciativa busca experiências que promovam a melhoria do acesso da população, sempre priorizando e reforçando o papel da APS como porta de entrada prioritária e coordenadora da atenção no sistema de saúde.

É imprescindível que todos tenham um acesso facilitado aos serviços. Sendo necessário que o serviço de saúde responda as demandas das pessoas a ele vinculadas construindo agendas e horários flexíveis (atendimento noturno e nos finais de semana) tanto para atendimento da demanda programada (consultas agendadas) como para o atendimento das demandas do dia/urgentes.

Reorganizar os serviços prestados pelo SUS com base em redes integradas de saúde e com o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS), tanto na extensão de seus atributos, quanto na cobertura populacional, é pilar fundamental para atingirmos melhor eficiência e sustentabilidade, resultando em maior qualidade da atenção à população.

Assim, conceitos como o de lista de pacientes devem definitivamente ser introduzidos na APS brasileira, assim como formatos de remuneração profissional que valorizem o pagamento por pessoa acompanhada, por qualidade e por resultados como forma de incentivo.

As equipes de APS são responsáveis pela coordenação do cuidado, trabalhando em cooperação clínica com os diferentes níveis do sistema de saúde. Para exercermos uma APS abrangente, com padrões ampliados, é necessário entender que faz parte da rotina diária de um serviço de atenção primária o atendimento a pessoas com demandas de saúde programadas e agudas, preventivas e assistenciais, com olhar para o indivíduo, para a família e para a comunidade.

A criança com febre e dor de garganta há dois dias; o trabalhador da construção civil que chega ao centro de atenção primária com forte dor lombar; a gestante no primeiro trimestre que apresenta naquele dia um pequeno sangramento vaginal; uma pessoa com dependência a bebidas alcoólicas que procura, sem agendamento, a unidade de saúde pedindo ajuda para parar de beber; um adulto jovem que procura consulta por algum motivo orgânico e que durante a consulta começa a chorar e a falar sobre as dificuldades de convívio familiar pelas quais vem passando; a professora que traz seu aluno com um corte no joelho ocorrido há poucos minutos enquanto brincava no recreio da escola; a gestante que vem para sua consulta de pré-natal de baixo risco; a criança que necessita de acompanhamento de puericultura; o doente crônico (hipertenso ou diabético) que faz acompanhamento; a visita domiciliar para a pessoa sem condições de vir a unidade de saúde; a mãe que procura orientação para seu filho que está com um dente mole; o adulto que procura o dentista para tratar um dente cariado; a pessoa que procura a unidade de saúde para recimentar uma coroa dentária que caiu; a professora que traz seu aluno que bateu a boca quando brincava no recreio; o adolescente que procura orientação para sua gengiva que sangra espontaneamente.

São nestes momentos, em que a equipe atende, diagnostica, ouve, apóia, acolhe, prescreve uma terapêutica, sutura, aplica uma vacina que estava atrasada, agenda e realiza uma coleta de citopatológico cérvico uterino, enfim, oferece a melhor resposta para cada situação de saúde e responde a demanda solicitada, que se ganha a confiança e se fortalece o vínculo junto a comunidade atendida. Ao fazer isso, a equipe de saúde está desempenhando o importante papel de “filtro” e exercendo a coordenação do cuidado.

Entendemos que a Atenção Primária à Saúde com acesso universal tenha de fato condições para realizar a coordenação do cuidado para os outros níveis de atenção, a exemplo do que fizeram todos os países com sistemas universais de saúde do mundo e que hoje são capazes de exibir excelentes indicadores de saúde e qualidade de vida da sua população, com ações intersetoriais e valorização da promoção da saúde em ambientes saudáveis.

Por Dirceu Klitzke, coordenador substituto de Financiamento da APS 

Dirceu Klitzke, coordenador substituto de Financiamento da APS 
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