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Ministério promove seminário sobre Saúde e Rio+20

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15 de maio de 2012

Começará nesta terça-feira (15), em Brasília, o Seminário Nacional Saúde e Rio+20, no auditório da Fundação Osvaldo Cruz – Fiocruz. O encontro tem como finalidade colocar a saúde em discussão aliando ao contexto da Rio+20 que será realizada em junho. “As Nações Unidas incluíram a saúde entre os desafios novos e emergentes do desenvolvimento sustentável. Por isso, as políticas de proteção e promoção social na área da saúde devem ser tratadas de maneira prioritária, tendo em conta seus benefícios para o bem-estar social, a economia e o meio ambiente”, explica Guilherme Franco Netto, diretor do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

As discussões começam amanhã (16) com a formação da mesa redonda Governança e Desenvolvimento Sustentável: perspectivas da Saúde para a Conferência Rio+20. Ainda pela manhã, serão ministradas três palestras para delinear os debates: O significado da Rio+20 e suas oportunidades, Relações da Saúde com a Conferência Rio + 20 e Complexo Industrial da Saúde no Desenvolvimento Sustentável. Durante a tarde, serão formadas rodas de conversas em torno de assuntos como A participação e controle social na saúde e a governança do desenvolvimento sustentável e O SUS no Desenvolvimento Sustentável: avaliação do período de 1992/2012 e perspectivas.

Rio 92– A Agenda 21, um dos instrumentos do desenvolvimento sustentável criado a partir da Conferência das Nações Unidas – Rio 92, estabeleceu um capítulo específico de proteção e a promoção da saúde humana. Dentre os compromissos firmados na Agenda 21 e alcançados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) está a cobertura universal do Programa Nacional de Imunização, possibilitando o controle e eliminação das principais doenças imunopreviníveis, tais como a pólio e o sarampo.

A expansão massiva da cobertura da atenção primária à saúde, que saltou de uma cobertura de 3% em 1992 para aproximadamente 63% em 2012 e a oferta universal de medicamentos considerados essenciais também foram algumas das conquistas desde a criação do SUS.

“Não há dúvidas que ao SUS deve ser creditada uma parcela significativa de contribuição à melhoria da qualidade de vida da população brasileira. Por isso, a Conferência Rio+20 deve ser encarada como mais uma oportunidade para ampliar a agenda de compromissos também do setor saúde”, acredita Franco Netto.

  • Confira a programação

Fonte: Milton Júnior / Agência Saúde

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Estresse na gravidez pode afetar formação do bebê

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15 de maio de 2012

Foto: Corbis Images

Um estudo feito pela Faculdade Acadêmica de Ashkelon, em Israel, mostra os efeitos do estresse durante a gravidez. A pesquisa foi realizada com mulheres que vivem o dia a dia do conflito entre judeus e palestinos, mas a pressão da vida diária no trabalho e  em uma grande cidade brasileira também podem prejudicar essa fase tão importante da vida da mulher. Além disso, foi verificado que os filhos de mães que se estressaram muito no primeiro trimestre de gestação têm menor nível de ferro no sangue.

O obstetra e psicanalista do Grupo Hospitalar Conceição, ligado ao Ministério da Saúde, Celso Melgaré, explica que durante a gravidez a mulher precisa de mais ferro por causa da formação do bebê. “Há um consumo maior de ferro, uma exigência maior de ferro na constituição de todo esse sistema novo que se junta ali, que é o organismo do bebê, a placenta, a quantidade de hemácia que ele também vai ter, então, a gestante é comum isso ela entra numa certa anemia fisiológica até pela diluição do sangue, diminui o número de glóbulos vermelhos proporcionalmente.”

O especialista orienta a mulher a procurar, durante a gravidez, grupos de terapias para prevenir doenças que surgem por causa do estresse. “Primeiro que o sofrimento faz parte da vida. O ser humano nasce no desamparo, se não tiver alguém para cuidar o bebê não sobrevive, então, praticamente ele entrega a vida para o pai e para mãe. Mas, hoje a situação da vida é como se a gente fosse dar analgesia, anestesia para tudo e nós não temos que dar analgesia para tudo, nós temos que ajudar a pessoa a compreender isso e superar. É bom que a gestante se prepare para viver emocionalmente essa experiência de ter um filho.”

É importante lembrar que a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o uso preventivo do ácido fólico, vitamina que protege o bebê de doenças, e do ferro para toda grávida, mesmo que ela não tenha anemia.

  • Ouça a matéria da Web Rádio Saúde  

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Fonte: Hortência Guedes / Web Rádio Saúde

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Anvisa determina apreensão de anorexígeno

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15 de maio de 2012

Foto: Radius Images/Corbis

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta segunda-feira (14/5), no Diário Oficial da União (DOU), uma resolução que determina a apreensão e a inutilização, em todo o país, de todos os lotes falsificados do medicamento Desobesi- M.

A versão falsificada do Desobesi-M apresentava a seguinte identificação: lotes L1100285 Fab. set/11 – Val. Set/13, L1100090 Val. Mar/14, L1100090 Fab. Mar/11 – Val. Mar/13, L1103972 Fab. Jun/11 – Val. Jun/13 e L1100090 Val. Mar/13.

A medida de apreensão e inutilização do medicamento foi determinada pela Anvisa depois que foram identificadas falsificações do Desobesi-M que se assemelham ao produto original, fabricado pela Aché Laboratórios Farmacêuticos Ltda até dezembro de 2011. O produto falsificado possui inclusive a mesma numeração de lote dos originais.

Embora a falsificação dos medicamentos seja a razão da decisão de apreensão, o registro do Desobesi-M está cancelado pela Anvisa desde o dia 11 de dezembro de 2011, por determinação da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) no 52, de 2011.

A RDC 52/2011 proíbe a fabricação, a importação, a exportação, a distribuição, a manipulação, a prescrição, a dispensação, o aviamento, o comércio e o uso de medicamentos ou fórmulas medicamentosas que contenham as substâncias anfepramona, femproporex e mazindol, princípios ativos classificados como anorexígenos do tipo anfetamínico.

Fonte: Imprensa/Anvisa

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Saúde amplia distribuição de suplementos para crianças

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15 de maio de 2012

Foto: Erasmo Salomão / ASCOM-MS

Para combater a anemia nutricional infantil, o Ministério da Saúde vai ampliar seu programa de distribuição de suplementos nutricionais. Essa ação está dentro do programa Brasil Carinhoso, anunciado pela presidenta Dilma Rousseff nesta segunda-feira (14). O objetivo do programa é tirar da miséria crianças de 0 a 6 anos de idade. Para atingir essa meta, o governo vai ampliar o Bolsa Família, aumentar o número de creches no país e a distribuição de medicamentos para crianças. Outra ação que integra o programa é a expansão do programa Saúde na Escola para creches e pré-escolas.

Para a ampliação do programa de distribuição de suplementos nutricionais, o Ministério da Saúde investirá R$ 30 milhões. Serão usadas as campanhas de vacinação para distribuir a dose de Vitamina A para crianças de seis meses a 5 anos de idade, em 2.755 municípios. A meta é ampliar, até 2014, a distribuição a todas as cidades brasileiras.

A iniciativa também prevê a garantia de acesso ao sulfatoferroso em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do país para crianças de seis a 18 meses. Com essas medidas, o Ministério da Saúde pretende reduzir os casos de anemia na primeira infância em 10% e a deficiência de Vitamina A em 5% ao ano. Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a medida vai impactar diretamente na redução da mortalidade infantil. “Vamos fazer por meio das campanhas de vacinação a busca ativa das crianças que não receberam a dose de Vitamina A. Temos que enfrentar esse problema crônico da anemia e a falta de vitamina A, que pode ter um impacto muito grande na mortalidade infantil”, avaliou o ministro.

Segundo a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (PNDS), realizada em 2006, 20,9% da população infantil brasileira entre zero e cinco anos possuem deficiência de ferro e 17,4% carência de vitamina A.

A alimentação pobre em ferro é o principal causador das anemias na infância e a sua maior incidência ocorre até os 24 meses de vida, época em que a criança tem rápido desenvolvimento e se faz a introdução da mamadeira e da dieta da família. A anemia prejudica o desenvolvimento cognitivo da criança e o atraso não pode ser revertido com tratamento.

Já a carência de Vitamina A pode causar cegueira e reduzir a imunidade de crianças. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a suplementação adequada do nutriente reduz em 24% o risco de morte infantil e em 28% a mortalidade por diarreia.

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Farmácia Popular terá remédio de graça para asma

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15 de maio de 2012

O Ministério da Saúde incluirá, a partir de 4 de junho, no programa Saúde Não Tem Preço, medicamentos para asma de forma totalmente gratuita à população. Além de já ter acesso a 11 medicamentos para hipertensão e diabetes nas 554 farmácias populares da rede própria (administradas e montadas pelo governo) e 20.374 da rede privada, a população poderá retirar mais três medicamentos para asma, em dez apresentações. São eles: brometo de ipratrópio, dirpoprionato de beclometasona e sulfato de salbutamol.

A ação faz parte do programa Brasil Carinhoso, lançado ontem pela presidenta Dilma Rousseff. O objetivo do programa é tirar da miséria crianças de 0 a 6 anos de idade. Para atingir essa meta, o governo vai ampliar o Bolsa Família, aumentar o número de creches no país e a distribuição de medicamentos para crianças. “O Estado brasileiro tem o compromisso e o dever de cuidar de suas crianças. Somente é possível retirar uma criança da miséria se retirarmos toda sua família”, avaliou a presidenta, durante lançamento do programa.

A expectativa do ministério é que a inclusão dos medicamentos tenha impacto positivo especialmente na saúde infantil. A asma está entre as principais causas de internação entre crianças de até 6 anos. Em 2011, do total de 177,8 mil internações no Sistema Único de Saúde (SUS) em decorrência da doença, 77,1 mil foram crianças de 0 a 6 anos. Além disso, cerca de 2,5 mil pessoas morrem por ano por conta da doença. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância da inclusão dos medicamentos no programa. “Estamos dando um passo importante para reduzir o número de internações e de óbitos que ainda existem. Nós não só estamos salvando vidas, mas estamos também estimulando melhor o desenvolvimento”, disse o ministro.

Os medicamentos incorporados já fazem parte do elenco do programa Farmácia Popular, ou seja, são ofertados à população com até 90% de desconto nas unidades da rede própria e privada. Com a inclusão deles no Saúde Não Tem Preço, o valor de referência (estabelecido pelos laboratórios produtores) será mantido e o governo assumirá a contrapartida que era paga pelo cidadão.

A incorporação deles ampliará o orçamento atual do Saúde Não Tem Preço em R$ 30 milhões por ano. O orçamento de 2012 do programa, sem contar os valores previstos para cobrir os custos com a inclusão dos medicamentos para asma, é R$ R$ 836 milhões.

A gratuidade deve beneficiar até 800 mil pacientes por ano. Atualmente, o programa Farmácia Popular atende 200 mil pessoas que adquirem medicamentos para o tratamento de asma. A estimativa do ministério é que, com a gratuidade, este número possa quadruplicar – como ocorreu com os medicamentos para hipertensão e diabetes após um ano de lançamento da gratuidade pelo programa Saúde Não Tem Preço, iniciado em fevereiro de 2011.

Veja a distribuição dos medicamentos por estado.

  • Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins

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