Ir direto para menu de acessibilidade.
Portal do Governo Brasileiro
Página inicial > Promoção da Saúde > Compulsão alimentar entre os homens está associada ao estresse, depressão e obesidade
Início do conteúdo da página
Promoção da Saúde
  • não publicado
  • Publicado: Terça, 25 de Setembro de 2012, 07h00
  • Última atualização: 27/09/13 09h11

Compulsão alimentar entre os homens está associada ao estresse, depressão e obesidade

Foto: Stock Foundry/Design Pics/Design Pics/Corbis

Dos casos de bulimia e anorexia apenas 10% são entre homens. Já a compulsão alimentar é um transtorno compartilhado quase que igualmente pelos dois sexos. Está associada a níveis significativos de estresse emocional, frustrações no trabalho, depressão, entre outros. Os adolescentes são os mais atingidos, na faixa etária de 12 a 20 anos, a prevalência e está relacionada às mudanças repentinas no corpo, obesidade e estresse escolar.

“A compulsão é definida como o consumo de grandes quantidades de alimentos dentro de um período curto. Ela é acompanhada pela falsa sensação de bem estar e prazer momentâneo”, explica o nutricionista do Hospital Federal da Lagoa, vinculado ao Ministério da Saúde, Felipe Rizzetto.

Embora a compulsão alimentar seja um problema frequente para a saúde das mulheres, os perigos podem ser maiores para os homens, segundo o nutricionista. “Os homens raramente procuram tratamento para transtornos alimentares. Eles costumam ignorar os fatores da compulsão, são menos preocupados com a alimentação e acabam não tomando os cuidados iniciais. Por isso, quando o paciente chega ao consultório já está com a compulsão alimentar instalada e apresenta outras doenças, como hipertensão, diabetes, alto índice de colesterol e outras”, afirma.

Segundo ele, muitos nem sequer reconhecem os problemas de compulsão. “Isso porque o sobrepeso ainda é visto como algo normal entre os homens”, diz o nutricionista.

A compulsão alimentar é acompanhada de fatores físicos e psicológicos. “A compulsão é um descontrole alimentar, que precisa ser acompanhado. Na adolescência, há mudanças na escola, modificações no corpo, preocupação com que os outros pensam. Por isso, os adolescentes se tornam mais suscetíveis”, explica o nutricionista do Hospital Federal da Lagoa, vinculado ao Ministério da Saúde, Felipe Rizzetto.

O nutricionista explica como os pais devem lidar com um distúrbio alimentar na família. “É importante que os pais saibam qual é o padrão normal de alimentação. Os pais precisam estar atentos aos episódios de compulsão, que acontecem desde a frequência à quantidade de alimentos ingeridos durante o dia. É fundamental que os pais procurem um médico nutricionista”, orienta.

O tratamento geralmente começa com uma tentativa de reconhecer a fonte do problema e de monitorar o volume e frequência de alimentos ingeridos por dia. “É essencial monitorar a alimentação, o sono, os padrões de prática de exercício físico e a dieta do paciente. O objetivo do tratamento é levá-los a comer três refeições e um lanche por dia, com uma dieta saudável, balanceada e rica em nutrientes”, finaliza.

Fonte: Erica dos Santos / Comunicação Interna do Ministério da Saúde

Adicionar Comentário

Comentários

  • Nenhum comentário encontrado
Fim do conteúdo da página