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Promoção da Saúde
  • não publicado
  • Publicado: Terça, 11 de Junho de 2013, 13h32
  • Última atualização: 18/09/13 09h15

Mudança no estilo de vida do paciente é fundamental no tratamento da gota

Foto: Sebastian Kaulitzki / Corbis

Dor articular intensa, seguida de calor, inchaço e vermelhidão, principalmente no dedão do pé, joelhos e calcanhar. Esses são os locais onde se manifestam o ácido úrico, popularmente conhecido como Gota . O nível de ácido úrico elevado causa a doença crônica, que provoca inflamação nas articulações pela deposição de cristais.

“O ácido úrico é um composto orgânico produzido pelo nosso organismo a partir de uma substância chamada purina, proteína presente em determinados alimentos, como carnes vermelhas, peixes e frutos do mar. O aumento dessa substância pode causar gota e cálculos renais”, explica o diretor do departamento de Gestão Hospitalar no Estado do Rio de Janeiro, especialista em clínica médica e terapia intensiva, João Marcelo Ramalho Alves.

O índice ideal de ácido úrico não deve ultrapassar o nível máximo de 6,8 mg por 100 ml de sangue. “Nas mulheres o valor é de 2,4 e nos homens de 3,4. A elevação nos níveis sanguíneos de ácido úrico pode ocasionar vários sintomas. Os mais comuns são dores, inchaços e inflamação articulares, além de cálculos renais. Os sintomas são causados por depósitos de cristais de urato de sódio, principalmente nas articulações, nos rins e em outros tecidos do corpo. Esses depósitos causam inflamação e deformação dos tecidos, sendo as principais queixas relacionadas a dores e impotência funcional das articulações, geralmente de membros inferiores, joelhos, tornozelos, calcanhares e dedos dos pés, além de dor lombar relacionada a cálculos renais. Ácido úrico elevado gera um estado dolorido, conhecido como gota, uma dor intensa que impossibilita simples afazeres diários”, explica.

A gota é uma doença que se manifesta comumente entre a população masculina. Entretanto, as mulheres, especialmente as que já passaram pela menopausa, podem contrair a doença. “A gota primária ocorre especialmente no homem por produção aumentada ou excreção diminuída de ácido úrico, resultado de herança genética. A incidência é de nove homens para cada mulher. É importante salientar que as pessoas acima do peso, com hipertensão arterial e diabetes mellitus, são facilitadores para possíveis problemas metabólicos que aumentam a incidência de gota”, alerta.

A mudança no estilo de vida do paciente é o fator mais importante no tratamento e controle do ácido úrico. “O primeiro passo é identificar qual problema metabólico está relacionado ao paciente, se ele é um hiperprodutor de ácido úrico ou hiposecretor (baixa eliminação). Para isso, é necessário dosar o acido úrico na urina e sangue. Existem medicamentos para diminuir a produção e estimular a eliminação. Há também casos de pacientes com os dois distúrbios, então é necessário tratá-los em conjunto. No entanto, o controle de peso, da pressão arterial, do diabetes, além de uma reeducação alimentar são os fatores para controlar e evitar o aumento do índice de ácido úrico”, orienta.

Quais alimentos o paciente precisa evitar? “O paciente precisa evitar alimentos que sabidamente pioram as crises, como o churrasco, feijoada, carne de porco, frutos do mar, anchova, sardinhas, aves como peru, alimentos fermentados, bebidas alcoólicas e molho de tomate. Nos casos de problemas na eliminação do ácido úrico, é recomendada a ingestão de leite e derivados, que auxiliam o organismo nestas funções. Uma alimentação saudável de baixa caloria é essencial para todos os casos”, finaliza.

Fonte: Érica Santos / Comunicação Interna do Ministério da Saúde 

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