Saúde lança publicação com orientações sobre atividades físicas para pessoas vivendo com HIV e aids

Ideia é que profissionais de educação física estejam aptos a receber os soropositivos no Programa Academias da Saúde.|Foto: Visual Mozart/ImageZoo/Corbis

O aumento da expectativa de quem vive com aids deve acontecer junto com a melhoria da qualidade de vida. Por isso, a prática de atividades físicas se tornou essencial, tanto para a garantia do bem-estar físico, quanto para prevenção e controle de alterações metabólicas – como diabetes e aumento do colesterol e triglicérides. Pensando nisso, o Ministério da Saúde lançou nesta quinta-feira (21), o manual “Recomendações para a prática de atividades físicas para pessoas vivendo com HIV e aids”.

A publicação, voltada para educadores físicos e outros profissionais da saúde, traz explicações sobre o que é o HIV, benefícios da atividade física para quem vive com o vírus, orientações nutricionais e exemplos de serviços de saúde que já desenvolvem projetos na área.

A ideia é que os profissionais estejam aptos a receber os soropositivos no Programa Academias da Saúde, que implantará 2 mil polos de prática de atividades físicas e lazer em todo o Brasil. “As pessoas que vivem com HIV precisam não só de medicamentos, mas também de acesso a ambiente adequado para a prática de exercícios físicos, com acompanhamento e orientação. Por isso esse manual é tão importante”, defende Dirceu Greco, diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais.

O Conselho Federal de Educação Física (Confef) participou da elaboração da publicação e apoia a iniciativa. “Recomendações como essa são fundamentais para que todos percebam a importância da prática de exercícios físicos em quaisquer circunstâncias”, comenta Jorge Steinhilber, presidente do Confef.

Um dos problemas recorrentes de quem vive com HIV/aids e que pode ser minimizado com a prática de exercícios físicos é a lipodistrofia. A síndrome, caracterizada por alterações na redistribuição da gordura corporal, pode ocorrer, em maior ou menor grau, em até 50% dos pacientes de aids, de acordo com estudos internacionais.

A lipodistrofia se manifesta como perda de gordura (lipoatrofia) nas pernas, braços, rosto e bumbum ou ganho de gordura (lipohipertrofia) no abdômen, mamas, parte superior das costas (giba) e na mandíbula (papada). É resultado de um somatário de fatores: genéticos, sedentarismo, ação do próprio HIV e dos medicamentos antirretrovirais.

Benefícios da atividade física:
• Coração e pulmões funcionam melhor
• Músculos maiores e mais fortes
• Ossos mais fortes
• Maior coordenação e flexibilidade
• Maior resistência
• Sistema digestivo mais ativo e eficiente, resultando em maior aproveitamento dos alimentos e das medicações
• Diminuição dos níveis de colesterol e triglicérides
• Aumento da autoestima e o bem-estar
• Alívio do estresse
• Melhora do convívio social, da depressão e da ansiedade

Fonte: Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais

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