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  • Publicado: Sábado, 21 de Abril de 2012, 07h42
  • Última atualização: 02/10/13 15h39

Entenda a Rede Saúde Toda Hora

O Blog da Saúde inicia hoje uma série de posts para explicar os programas estratégicos do Ministério da Saúde. Para começar, vamos falar da Rede Saúde Toda Hora, lançada em 2011 com o objetivo de reorganizar a atenção às urgências e emergências no Sistema Único de Saúde (SUS). Com esse novo modelo, o Ministério da Saúde pretende ampliar o acesso da população brasileira aos serviços de urgência e emergência na rede pública, garantindo atendimento rápido e adequado aos pacientes, o que ajuda a reduzir mortes e sequelas.

A Rede Saúde Toda Hora tem como principal característica a integração dos serviços, tornando mais ágil e eficaz a comunicação entre a Unidade Básica de Saúde (UBS), a central de regulação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192), a Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24 horas) e os hospitais.

A rede é coordenada pelo Ministério da Saúde, que também é o principal financiador, e executada por estados e municípios. Ao receber um chamado de urgência, o SAMU/192 presta o primeiro atendimento ao paciente e o encaminha para uma UPA ou para um dos hospitais da rede, nas situações mais graves.

Nesta estrutura, integrada, as UPAs 24h funcionam como unidades intermediárias aos hospitais e ajudam a desafogar os prontos-socorros, ampliando e melhorando o acesso dos brasileiros aos serviços de emergência no SUS. Elas oferecem assistência em situações de emergência durante 24 horas por dia, todos os dias da semana.

Na lógica da rede Saúde Toda Hora, as estruturas hospitalares também serão qualificadas para o atendimento em urgência e emergência, sem restringir as portas de entrada aos prontos-socorros. O novo modelo prioriza os atendimentos a traumas, problemas cardíacos e Acidente Vascular Encefálico (AVE) por meio da criação, dentro dos hospitais, de unidades especializadas nessas demandas.

A rede Saúde Toda Hora também é composta por duas novas modalidades de serviço: a Força Nacional de Saúde que reúne, por exemplo, profissionais especializados em atendimento a vítimas de desastres naturais, que necessitem de uma resposta rápida, apoio logístico e atendimento médico especializado. E a Atenção Domiciliar, uma modalidade de atendimento para os pacientes do SUS com dificuldades de locomoção ou pessoas que precisem de cuidados regulares ou intensivos, mas, não, de hospitalização. Eles recebem cuidados ambulatoriais e hospitalares em casa, ampliando o campo de trabalho dos profissionais de saúde que atuam na Atenção Básica. O objetivo é reduzir a demanda por atendimento hospitalar e o tempo de internação das pessoas.

  • A Rede Saúde Toda Hora é composta pelos seguintes componentes:

Promoção, Prevenção e Vigilância à Saúde: objetiva estimular e fomentar o desenvolvimento de ações de saúde e educação permanente voltadas para a vigilância e prevenção das violências e acidentes, das lesões e mortes no trânsito e das doenças crônicas não transmissíveis, além de ações intersetoriais, de participação e mobilização da sociedade, visando à promoção da saúde, prevenção de agravos e vigilância à saúde.

 

Atenção Básica em Saúde: objetiva a ampliação do acesso, fortalecimento do vínculo e responsabilização e o primeiro cuidado às urgências e emergências, em ambiente adequado, até a transferência/encaminhamento a outros pontos de atenção, quando necessário, com a implantação de acolhimento com avaliação de riscos e vulnerabilidades.

 

Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) e suas Centrais de Regulação Médica das Urgências: objetiva chegar precocemente à vítima após ter ocorrido um agravo à sua saúde (de natureza clínica, cirúrgica, traumática, obstétrica, pediátrica, psiquiátrica, entre outras) que possa levar a sofrimento, sequelas ou mesmo à morte, sendo necessário garantir atendimento e/ou transporte adequado para um serviço de saúde devidamente hierarquizado e integrado ao SUS.

Sala de Estabilização: objetiva funcionar como local de assistência temporária para estabilização de pacientes críticos/graves, vinculado a um equipamento de saúde, articulado e conectado aos outros níveis de atenção, para posterior encaminhamento à Rede de Atenção à Saúde pela Central de Regulação das Urgências.

 

Força Nacional de Saúde do SUS: objetiva aglutinar esforços para garantir a integralidade na assistência em situações de risco ou emergenciais para populações com vulnerabilidades específicas e/ou em regiões de difícil acesso, pautando-se pela equidade na atenção, considerando-se seus riscos.

 

 

Unidades de Pronto-Atendimento (UPA 24h) e o Conjunto de Serviços de Urgência 24 horas: objetiva prestar atendimento resolutivo e qualificado aos pacientes acometidos por quadros agudos ou agudizados de natureza clínica e prestar primeiro atendimento aos casos de natureza cirúrgica ou de trauma, estabilizando os pacientes e realizando a investigação diagnóstica inicial, definindo, em todos os casos, a necessidade ou não de encaminhamento a serviços hospitalares de maior complexidade.

Atenção Hospitalar: objetiva organizar a atenção às urgências nos hospitais, atendendo à demanda espontânea e/ou referenciada, e funcionar como retaguarda para os outros pontos de atenção às urgências de menor complexidade. É constituído pelas Portas Hospitalares de Urgência, pelas enfermarias de retaguarda clínicas e de longa permanência, pelos leitos de cuidados intensivos e pela reorganização das linhas de cuidados prioritárias: Cardiologia - Infarto Agudo do Miocardio - IAM, Neurologia e Neurocirurgia - Acidente Vascular Cerebral - AVC e Traumatologia.

Atenção Domiciliar: objetiva a reorganização do processo de trabalho das equipes que prestam cuidado domiciliar na atenção básica, ambulatorial e hospitalar, com vistas à redução da demanda por atendimento hospitalar e/ou redução do período de permanência de pacientes internados, a humanização da atenção, a desinstitucionalização e a ampliação da autonomia dos usuários.

 

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